Em Romanos 12:2 está escrito que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita”.
No jardim do Éden, reinava a santidade e a perfeição, obra das mãos de Deus. No entanto, o Senhor ordenara a Adão e a Eva para não comerem o fruto que pertencia à árvore do conhecimento do bem e do mal (Génesis 2:16-17).
Deus não deixou dúvidas: comer daquele fruto implicava a morte. Portanto, não deveriam comê-lo. Ainda assim, um dia, Eva olhou para o fruto e viu que era “bom para se comer” e “agradável aos olhos” (Génesis 3:6; JFA). O fruto pareceu-lhe bom e agradável aos seus olhos, mas foi enganada pelas palavras da serpente e pela sua visão. Dois dos adjetivos para caracterizar a vontade de Deus em Romanos estão citados em Génesis sobre o fruto. Só que enquanto a vontade de Deus corresponde a esses atributos, o fruto era uma máscara da aparência deles. A obediência guardou o primeiro casal num mundo de perfeição, a desobediência conduziu-os à morte física posteriormente, emocional (através de sentimentos como culpa e vergonha) e espiritual (separação de Deus).
Quando utilizamos a palavra “bom”, muitas vezes, associamos com algo que nos dá prazer, por exemplo: “este chocolate é tão bom”, “a praia estava mesmo boa”, “o campeonato foi bom”. “Bom” remete-nos ao prazer ou à alegria que foram proporcionados por algo. Neste sentido, a vontade de Deus é boa, ou seja, dá-nos alegria como ver o nosso clube a ser campeão ou o prazer de comermos algo que gostamos muito. Embora não tenha comparação a intensidade do prazer de comer um doce com fazer a vontade de Deus (afinal, cumprir o propósito de Deus na nossa vida preenche todo o nosso ser) existe essa semelhança. Não esquecendo que a vontade de Deus é “perfeita”, logo, não tem nenhum erro, problema ou falha, ao contrário das restantes coisas.
Porque apesar de gostarmos de açúcar, se comermos muito, ele torna-se prejudicial para o nosso corpo. Esse efeito negativo não acontece com a vontade de Deus, não existe aspectos prejudiciais por obedecer-se mais e mais ao Senhor, pelo contrário.
Ou seja, a vontade de Deus quanto mais praticada mais vai produzir…
I. alegria para a nossa alma (Filipenses 4:4, João 15:11, Salmos 28:7, Salmos 51:12, Isaías 61:10);
II. paz para o nosso espírito (Salmos 34:14, Filipenses 4:9, Salmos 119:165, Isaías 57:21);
III. e saúde para o nosso corpo (Provérbios 3:7-8, Êxodo 15:26; Provérbios 4:20-22).
Entre o “fruto” (isto é, o pecado) e a obediência mora a escolha. Eva escolheu comer o fruto disfarçado de bom e agradável, abandonando os atos que eram realmente bons e agradáveis. O mundo não é perfeito, mas há promessas para um futuro eterno sem pecado, dor ou tristeza, para aqueles que aceitam Jesus nas suas vidas.
Vivemos num mundo que o pecado está camuflado, escondendo as suas reais consequências: a morte. A desobediência sempre vai afastar-te da presença de Deus e de um lugar perfeito. Jesus morreu pelos pecadores para estes serem transformados e salvos e não para o pecado ser legalizado.
Se os teus olhos se desviaram para o fruto proibido, volta a centrar-te na Bíblia e concentra-te em obedecer a Jesus e descobrirás o antídoto contra o veneno que começou no jardim do Éden.