OS PÉS CALEJADOS PERCORREM A ESTRADA DA OBEDIÊNCIA.

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Feridos pelas pedras dispersas no trajeto, ainda assim, persistem na rota estabelecida e segura.
O filho fiel conhece o Caminho para a casa do Pai. A despeito das dificuldades, não se desviará dele, porque o seu alvo é a gloriosa Presença!

Quanto mais se aproximava do fim da estrada, maior o seu fulgor. A Presença do Pai resplandece através do seu leal andar.

Um brilho que o primeiro assassino conheceu e quer destruir.

Salteadores e malfeitores surgem na estrada contra o filho fiel…

Se uma arma for apontada, permanecerá fiel?

Sangue escorria dos pés machucados que escolheram permanecer no trilho. Ferido, mas inabalável.

Se passar fome e sede, irá protestar contra o Dono da rota?

O cansaço e o suor eram visíveis, mas não escondiam o sorriso de contentamento por vislumbrar, pela fé, a futura morada eterna.

Humilhações, doenças, ataques e necessidades surgiam a cada passo…

No entanto, o olhar do filho fiel voltou-se para o que ainda não era visível.

A fúria e o ódio do inferno levantaram-se contra o peregrino que não desistiu da sua jornada. As pernas partidas continuavam a andar pela graça da Presença que se renovava a cada manhã.

O filho não desistiu por ambicionar a presença do Pai, como a corça suspira pelas águas.

Então, o maior obstáculo apareceu na estrada…

O Pai não impediu o sangue de jorrar ou da morte, enfim, o alcançar. A escuridão inundou os olhos do filho, mas a fé queimava no mais profundo do seu ser.

Riu o inferno, os pés calejados por fim pararam. Não chegaram ao destino final.

O Homem que brilhava mais do que o Sol dirigiu-se até ao fiel peregrino, estendendo-lhe a mão.

Vida entrou no morto! O cansado recuperou as forças!

Aquele que lhe estendia a mão, o filho obediente reconheceu… é a Presença que o sustentou em toda a sua jornada!

A fé, enfim, tornou-se visível!

O inferno rugiu de furor… considerando que tinha saído vitorioso, assistiu ao Filho do Homem erguer o peregrino em maior glória.

Filho resplandecia a santidade semelhante d’Aquele que o ergueu!

“Ele não chegou ao fim da estrada!”, rugia o primeiro assassino, querendo impedir a entrada de um novo cidadão na Jerusalém Celestial.

O Filho do Homem observou a morte, respondendo simplesmente: “Não é necessário, Eu fiz-o por ele.”

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